Blocos e a linha de entrada
Um terminal no tTerm é um feed de blocos: cada comando que você roda vira um bloco, com a saída dele. Você digita na linha de entrada do próprio tTerm, embaixo do feed. Dá para encontrar os blocos de novo com a busca.
O bloco
Seção intitulada “O bloco”O bloco mostra o comando e como ele terminou: um ponto verde, ou um X vermelho com o código de retorno, por exemplo retorno 1. Ao lado ficam quanto tempo ele levou, o diretório em que rodou, a branch do git e a hora em que começou. Embaixo vem a saída. De uma saída longa aparecem as últimas 400 linhas, e o botão acima delas, Mostrar 120 linhas anteriores ou Mostrar a saída inteira, traz o resto de volta.
O comando que está rodando agora é desenhado ao vivo, como em qualquer terminal: cores, barras de progresso e pedidos de senha funcionam, e o que você digita vai para ele. Um programa de tela cheia, como o vim ou o htop, ocupa a janela inteira enquanto roda, e o feed volta quando ele fecha. Quando um comando termina, a tela dele vira texto que você pode selecionar, buscar e copiar.
Para parar um comando em execução, clique em Parar no bloco dele ou pressione Ctrl+C. Se o shell estiver esperando o resto de um comando, depois de uma aspa ou de um heredoc em aberto, o bloco diz não iniciado: digite o resto no próprio bloco ou clique em Parar.
Os botões do bloco
Seção intitulada “Os botões do bloco”Passe o mouse sobre um bloco concluído, e os botões dele aparecem. As dicas mostram o nome de cada um:
- Copiar o comando e a saída e Copiar só a saída. Um sinal de visto no botão indica que foi copiado.
- Executar de novo roda o comando mais uma vez neste terminal. O novo bloco ganha um contorno âmbar quando começa.
- Copiar link deste bloco copia um link que abre o feed neste bloco e o destaca. Ele funciona em qualquer lugar onde você tenha entrado na conta, e só para você.
- Adicionar uma nota a este comando abre um campo embaixo dele, e Enter salva a nota. As notas vão também para o log da máquina, ficam como foram escritas e podem ser respondidas com Responder.
- Recolher bloco esconde a saída. Um bloco recolhido diz quanto está escondendo, 12 linhas ocultas, e um clique o expande de novo.
A linha de entrada
Seção intitulada “A linha de entrada”A linha de entrada é do próprio tTerm, não do shell. O que você digita fica nela até o Enter, que entrega o comando inteiro ao shell.
- Shift+Enter começa uma nova linha: um comando pode ter várias.
- ↑ e ↓ percorrem o seu histórico, de todos os dispositivos que você usa: primeiro os comandos que você rodou nesta máquina, depois os do resto do projeto dela. Digite o começo de um comando, e só aparecem os que começam assim. Ctrl+R mostra o histórico em lista, com um campo de busca, e o comando escolhido vai para a linha.
- Enquanto você digita, o resto de um comando do seu histórico aparece em cinza. Tab ou → aceita a sugestão.
- Fora isso, Tab pergunta à máquina o que a palavra pode ser: um comando, um arquivo, um diretório ou uma branch do git. Uma única opção entra direto; várias abrem uma lista. A pergunta não passa pelo terminal, então nada dela aparece lá nem no histórico do shell.
- Ctrl+L limpa o feed, como o
clear.
À esquerda da linha ficam o diretório em que você está e a branch do git, quando houver, e os dois são botões. O diretório abre a lista dos diretórios que há nele, com .. para subir um nível, e aceita um caminho digitado. A branch abre a lista das branches, marcadas como atual e remota. O que você escolher roda como um cd ou git switch comum e entra no feed como um bloco.
Enquanto um comando roda, a linha diz As teclas vão para o comando em execução. Clique aqui para digitar o próximo. Você já pode digitar o próximo comando ali, mas o Enter só funciona depois que o atual terminar; antes disso, aparece Um comando ainda está rodando. Espere ele terminar ou pare-o com Ctrl+C no bloco dele. Na própria linha, Ctrl+C apaga o que você digitou e, numa linha vazia, vai para o shell.
Comandos perigosos
Seção intitulada “Comandos perigosos”Alguns comandos destroem algo para sempre. O tTerm segura um comando desses e pergunta antes, numa barra acima da linha: o que o comando faria, em qual máquina e o que não volta mais. “Este comando vai excluir um diretório e tudo o que há dentro dele em web-01. Não há como desfazer, nem lixeira onde procurar.” Executar roda o comando, e Cancelar o devolve para a linha.
Ele pergunta antes de rodar:
rmcom-re-f– excluir um diretório e tudo o que há dentro dele;mkfs,fdisk,parted,wipefs– reescrever o sistema de arquivos de um disco;ddcomof=/dev/…– gravar diretamente num dispositivo;DROP DATABASE,DROP TABLE,TRUNCATE TABLE– excluir um banco de dados ou uma tabela;shutdown,poweroff,halt,init 0– desligar a máquina;reboot,init 6– reiniciar a máquina;systemctl stop,disableoumaskparasshousshd– parar o serviço SSH;ufw deny,ufw reject,iptablescomDROP– alterar o firewall;userdel,deluser– excluir uma conta de usuário.
Um rm -rf apontado para / ou ~ acrescenta O alvo é a máquina inteira. Nada nela sobreviveria. O tTerm pergunta do mesmo jeito, não importa se você digitou o comando, pegou do histórico ou clicou em Executar de novo.
O modo clássico
Seção intitulada “O modo clássico”No modo clássico, o terminal funciona como um terminal comum. Cada tecla vai direto para o shell, com o Tab e o histórico dele, e o shell desenha tudo, inclusive o prompt. Não há blocos, e nada é verificado: embaixo do terminal aparece Neste modo, não há confirmação para comandos perigosos.
Linha e Clássico, à direita da linha de entrada, trocam o modo; no modo clássico, o seletor fica embaixo do terminal. O shell continua como estava, e este navegador guarda o modo para todos os seus terminais.
Um shell que não consegue marcar onde um comando começa, como o bash anterior à versão 4.4, só funciona no modo clássico. Nesse shell, Linha fica em cinza, e a dica do seletor explica por quê.
Limpar e recolher
Seção intitulada “Limpar e recolher”clear (ou reset) e Ctrl+L tiram o feed de vista, mas não o apagam: 3 blocos ocultados: mostrar, no topo, traz tudo de volta. Blocos recolhidos e um feed limpo continuam assim neste navegador, depois de recarregar a página e depois de passar para o modo clássico e voltar. Mostrar comandos anteriores, no topo, traz blocos mais antigos; eles ficam guardados por 30 dias.
Nomear um terminal
Seção intitulada “Nomear um terminal”Clique duas vezes na aba de um terminal, ou no terminal na barra lateral ou na página do projeto, e digite um nome: até 40 caracteres, e não apenas um número. Enter salva, Esc cancela. O nome aparece na barra lateral, nas abas e na página do projeto.